Em três anos, IA deve resolver 80% dos atendimentos sem intervenção humana, prevê Gartner
Mercado conta com IA que não responde só perguntas, ela resolve problemas e fecha negócios
Se depender do avanço da inteligência artificial, a próxima grande transformação nas empresas não virá de novos produtos, mas da forma como elas operam, com processos cada vez mais autônomos.

“A inteligência artificial está assumindo um papel mais ambicioso dentro das empresas: executar tarefas, tomar decisões e conduzir processos inteiros. É o avanço do chamado “agente de IA”, um modelo que promete mudar não só o atendimento ao cliente, mas a forma como as operações são estruturadas. Mais do que responder, esses sistemas passam a agir, inaugurando uma nova lógica operacional baseada em autonomia e escala”, explica Alberto Filho, CEO da Poli Digital.
A projeção é de que, até 2029, 80% das demandas mais comuns de atendimento ao cliente devem ser resolvidas sem intervenção humana, segundo a Gartner. O impacto é imediato no caixa, e a expectativa é de redução de até 30% nos custos operacionais.
O movimento acompanha uma mudança no comportamento do brasileiro. Com mais acesso à informação e menor tolerância a experiências frustrantes, o consumidor passou a valorizar respostas rápidas, processos simples e interações capazes de resolver problemas de forma eficiente. “A velocidade virou pré-requisito, e os agentes inteligentes passam a atuar como operadores reais do negócio, com capacidade de interpretar contexto, priorizar demandas e executar ações com impacto direto na receita e na experiência do cliente”, destaca Alberto Filho.
Foi nesse cenário que a Poli Digital desenvolveu um novo agente de inteligência artificial, uma solução desenvolvida com uma proposta diferente da dos chatbots tradicionais. Em vez de apenas responder perguntas, o sistema interpreta comandos em linguagem natural, toma decisões com base no contexto e executa tarefas de ponta a ponta, do atendimento à conversão. Na prática, funciona como uma força de trabalho digital, operando de forma contínua e com alta capacidade de escala.
“O ponto de virada é que a IA deixa de ser assistente e passa a ser operadora. Ela não só conversa, ela resolve, e isso muda completamente a eficiência das empresas”, afirma.
O desenvolvimento da solução combina modelos avançados de linguagem com uma camada própria de automação e integração. Desse modo, o agente pode atuar em múltiplas frentes: atendimento ao cliente, qualificação de leads, suporte interno e execução de rotinas operacionais, reduzindo gargalos e acelerando processos.
“Em um cenário em que o consumidor toma decisões de forma cada vez mais rápida e criteriosa, reduzir o tempo de resposta e eliminar etapas desnecessárias faz diferença. Aumenta-se a conversão de leads de forma mais natural, reduz-se o custo de aquisição do cliente e torna-se o processo comercial mais eficiente”, destaca.
Esse efeito já começa a aparecer em estudos de mercado. De acordo com a própria Gartner, empresas que combinam IA generativa com automação conseguem reduzir em mais de 33% o custo de aquisição de clientes, ao mesmo tempo em que aumentam a eficiência dos times comerciais.
“Estamos caminhando para um cenário em que os agentes inteligentes passam a assumir tarefas repetitivas, operacionais e de alto volume, enquanto as equipes humanas se concentram em decisões estratégicas focadas em vendas e relacionamento. As empresas que conseguirem estruturar essa integração de forma consistente, com processos, dados e governança, terão uma vantagem competitiva em produtividade, margem e velocidade de crescimento”, afirma o CEO da Poli Digital.
Texto original: Engenharia de Comunicação