“O Brasil é um laboratório avançado de mensageria conversacional”, afirma VP da Sinch para as Américas
Para a empresa, o RCS, será a próxima onda de crescimento no país, elevando o nível de segurança e personalização na comunicação entre marcas e clientes
Enquanto empresas na América do Norte e Europa ainda focam em comunicações de via única, o Brasil se consolida como um dos mercados mais avançados do mundo em mensageria conversacional. Segundo informações da Sinch, líder global em comunicações em nuvem o consumidor brasileiro é um dos mais exigentes, demandando experiências interativas e fluidas com as marcas, muito acima do padrão global.
Impulsionado pela dominância do WhatsApp e por uma cultura mais orientada ao diálogo, o país se tornou um ambiente onde a comunicação evoluiu de simples envios de ofertas para conversas de mão dupla, com personalização e capacidade de fechar negócios.
“Em muitos mercados, a comunicação ainda é uma mensagem simples, como ‘aqui está seu desconto’. No Brasil, as marcas conversam, engajam e conduzem jornadas de compra completas por canais de mensagem. Esse padrão inovador transforma o país em uma fonte de aprendizado para a Sinch globalmente”, afirma Julia Fraser, vice-presidente da Sinch para as Américas.
Com a chegada do RCS ao ecossistema de mensagens nativas dos smartphones, a empresa vê a tecnologia como a próxima grande onda de crescimento no país. O formato atua como uma evolução do SMS, adicionando atributos essenciais para a confiança do consumidor, como a verificação da marca e mais camadas de segurança.
Além disso, o RCS traz uma dimensão crítica para as empresas: dados de interação do usuário, como taxas de abertura, leitura e cliques, aproximando a experiência da mensuração típica do marketing digital.
“O RCS será reconhecido pela verificação e identidade visual da marca. Mas o benefício estratégico está no nível de informação sobre o comportamento do cliente, que é valioso para orquestrar a jornada de comunicação de forma mais inteligente”, destaca a executiva.
Apesar da força das novas tecnologias, a Sinch ressalta que canais tradicionais não perdem espaço, mas ganham funções estratégicas. Contrariando o discurso de que “o e-mail morreu”, a empresa reforça que ele segue relevante para comunicações de maior densidade e fluxos de relacionamento. Globalmente, a companhia sustenta um negócio robusto de e-mail e iniciou sua oferta na América Latina há pouco mais de um ano, com crescimento gradual.
“Organizações maduras não abandonam canais: elas aprendem a usá-los melhor. A inteligência está em decidir quando usar e-mail, quando usar mensageria, sempre com base em dados e no que o cliente valoriza”, reforça a vice-presidente.
Em um mercado marcado por fraudes, a Sinch afirma que investe em integridade de campanhas e gestão de risco, com conectividade direta com as principais operadoras no Brasil para garantir a qualidade na entrega das mensagens.
“O que muitos mercados ainda estão tentando entender, o Brasil já está praticando. Para nós, isso transforma o país em um espaço de desenvolvimento de soluções que podem escalar globalmente”, conclui Fraser.
Texto original: Dfreire