Como a inteligência artificial e a personalização estão redesenhando o marketing digital para 2026
Para o estrategista Janiel Kempers, o segredo não é substituir o humano pela IA, mas entender como ela pode ampliar o poder da criatividade e da conexão com o público
A comunicação está atravessando uma das transformações mais rápidas da história. Em 2026, marcas, criadores e profissionais de marketing vivem o desafio de equilibrar emoção e tecnologia em um cenário onde a inteligência artificial deixou de ser uma ferramenta experimental e passou a ser o centro das estratégias digitais. Para o RP Digital e estrategista de influência Janiel Kempers, que soma mais de 1 milhão de seguidores no Instagram, a resposta para essa nova era está em entender as pessoas e usar a IA para aproximar, não afastar.
“Criar uma estratégia de comunicação é, antes de tudo, sobre entender as pessoas. As tendências mudam, mas o comportamento humano continua sendo o ponto central. A tecnologia deve servir à empatia, não substituí-la”, afirma Kempers.
Segundo o especialista, o público não quer apenas consumir conteúdo, mas se sentir parte de algo. Ele busca autenticidade, propósito e interação real. Nesse novo ambiente, ferramentas de IA como ChatGPT, Gemini, Claude e Midjourney estão sendo integradas a todas as etapas da comunicação — desde a análise de comportamento até a criação de narrativas personalizadas.
Kempers explica que a principal diferença de 2026 é a maturidade do uso da IA. “No início, a inteligência artificial era usada apenas para automatizar tarefas. Agora, ela se tornou parceira criativa, capaz de gerar insights, identificar padrões e construir mensagens mais precisas. O profissional que souber aliar sensibilidade humana com inteligência de máquina vai se destacar”, observa.
A personalização em escala é uma das tendências mais fortes do momento. Plataformas de mídia social e automação estão utilizando IA para interpretar dados de consumo, histórico de interação e até emoções expressas em comentários e reações. Com isso, as marcas conseguem entregar conteúdos hipersegmentados, ajustando tom, estética e formato conforme o perfil do público. “Em 2026, não basta postar. É preciso falar na hora certa, com a linguagem certa e para a pessoa certa. A IA ajuda a encontrar esse ponto de conexão”, explica Kempers.
Outro ponto de destaque é o uso da IA generativa para criar imagens, vídeos e roteiros personalizados, o que permite que pequenas empresas e criadores independentes alcancem padrões de qualidade antes restritos a grandes agências. No entanto, Kempers alerta que o poder da automação deve vir acompanhado de ética e transparência. “O público está cada vez mais atento. Quem usar a IA de forma enganosa vai perder credibilidade. A confiança é o novo capital do marketing”, afirma.
Além da automação e do conteúdo gerado por IA, a interação humana permanece essencial. Lives, transmissões híbridas e experiências imersivas continuarão sendo fundamentais para gerar engajamento. “As pessoas não querem mais ser espectadoras passivas. Elas querem participar, comentar, cocriar. A tecnologia é uma ponte, não o destino final”, defende o estrategista.
O uso inteligente dos dados também ganha força, principalmente com o avanço das legislações de privacidade. Kempers destaca que, em 2026, as marcas que conseguirem equilibrar personalização e respeito ao usuário serão as que conquistarão espaço no mercado. “Dados não são apenas números. Eles são o reflexo de pessoas. Saber ler isso com responsabilidade é o que diferencia marcas humanas de marcas automáticas”, diz.
O conteúdo gerado pelo usuário (UGC) e a influência autêntica seguem como pilares de confiança e engajamento. “As pessoas confiam em pessoas. Marcas que abrem espaço para consumidores e fãs contarem suas histórias constroem relacionamentos mais duradouros. O futuro da influência é colaborativo”, acrescenta Kempers.
Texto original: fale@janiel.com.br