IA nas conversas: o novo diferencial competitivo das marcas
Com inteligência artificial, microdiálogos no WhatsApp se tornam centrais na estratégia de vendas e fidelização
De acordo com o relatório The State of AI 2024, publicado pela McKinsey, 78% das organizações globais já utilizam inteligência artificial em pelo menos uma função de seus negócios, um salto significativo frente aos anos anteriores. O estudo aponta ainda que marketing e atendimento ao cliente estão entre as áreas mais impactadas pelas aplicações de IA, consolidando a tecnologia como vetor de crescimento, eficiência e inovação empresarial. O dado reforça uma tendência clara: a IA deixou de ser uma promessa e se tornou o novo motor das decisões estratégicas, especialmente nas interações com o consumidor.

Luiz Santos, fundador da Unnichat, plataforma de CRM e automações via API oficial do WhatsApp, é uma das vozes que lideram essa transformação no Brasil. Após anos atuando com marketing digital e lançamentos de infoprodutos, Luiz percebeu que o ponto de virada nas vendas não estava apenas em anúncios ou tráfego, mas na forma como a conversa com o cliente era conduzida. “A IA nos permite falar com milhares de pessoas ao mesmo tempo, com precisão e empatia. E quem souber usar isso com inteligência, sai na frente”, afirma.
Esses microdiálogos, mediados por algoritmos capazes de identificar intenção e contexto, encurtam a jornada de compra, aumentam a taxa de resposta e eliminam barreiras típicas de funis tradicionais. Em vez de uma sequência fixa de etapas, a IA permite que o cliente seja atendido em seu próprio ritmo, com mensagens adaptadas ao seu comportamento. “Quando a conversa é útil, personalizada e no tempo certo, ela deixa de ser marketing e vira relacionamento real”, complementa.
Ao centralizar essas interações no WhatsApp, canal que já é utilizado por mais de 90% da população brasileira, as marcas conseguem reduzir atrito, acelerar decisões e gerar uma sensação de proximidade que nenhum outro canal entrega. A IA, nesse contexto, atua como um maestro silencioso que orquestra a melhor mensagem, no melhor momento.
A aplicação dessa tecnologia, no entanto, exige cuidado. Não basta automatizar mensagens genéricas. É necessário mapear os momentos ideais de contato, segmentar audiências e treinar fluxos que façam sentido para o consumidor. “A inteligência artificial só funciona bem quando é alimentada com dados reais e objetivos claros. Senão, vira ruído automatizado”, conclui Luiz Santos
O resultado desse novo modelo é claro: mais conversões, menos esforço humano e uma comunicação que, apesar de digital, soa cada vez mais humana. O futuro do marketing, ao que tudo indica, será liderado por marcas que souberem conversar com o auxílio da inteligência artificial.
Texto original: suanovaideia.com.br