Quanto custa trazer um novo cliente para sua empresa?
Tecnologia aplicada no setor de crédito consignado reduziu CAC operacional em 64%; conheça solução desenvolvida pela startup Vaas

No competitivo mercado de crédito consignado, a margem de lucro muitas vezes é decidida nos detalhes da operação. Para Gustavo Tremel, cofundador e CEO da Vaas, o modelo tradicional de consulta de dados, realizado de forma linear e indiscriminada, tornou-se um gargalo para empresas que buscam escala.
“Em operações de crédito, cada consulta tem um custo. Quando a empresa consulta todos os dados de todos os leads da mesma forma, ela está queimando margem desnecessariamente”, explica Tremel. Para o executivo, o segredo para a escalabilidade não é apenas vender mais, mas sim filtrar com inteligência.
Escala é desafio para empresas
Uma promotora de crédito de atuação nacional, com um time de mais de 100 colaboradores, sentia essa dor na prática. A empresa enfrentava dois grandes obstáculos: o alto custo de consulta em múltiplas fontes e a complexidade técnica para gerenciar as diferentes regras de aprovação exigidas por seus diversos fundos e bancos parceiros.
A cada novo lead, a operação iniciava uma sequência de consultas custosas, independentemente da qualidade inicial do contato. O resultado era um CAC (custo de aquisição de cliente) operacional inflado e uma dependência constante de equipes de TI para ajustar fluxos de aprovação.
Para reverter esse cenário, a startup catarinense Vaas implementou uma estratégia de análise em cascata apoiada por um motor de decisão flexível. A lógica é simples, mas poderosa: em vez de consultar tudo de uma vez, a validação ocorre em sequência.
“Nós estruturamos a operação para usar primeiro os dados confiáveis de baixo custo. Se o lead não atende aos critérios básicos iniciais, ele é reprovado automaticamente, poupando o investimento em consultas mais caras que viriam a seguir”, pontua Tremel.
Além disso, a plataforma permitiu que a promotora de crédito personalizasse os fluxos para cada fundo parceiro de forma autônoma, eliminando a espera por desenvolvimentos técnicos complexos.
Ao adotar a tecnologia, a empresa alcançou 64% de redução no CAC operacional (métrica que indica quanto custa, em média, trazer um novo cliente para a empresa), obteve validações mais assertivas e que reduziram os riscos de fraude e inadimplência, e capacidade de escalar e alterar regras de negócio sem depender do departamento de TI.
Para Gustavo Tremel, este caso é um exemplo claro de como a tecnologia de dados deve servir ao negócio: “Nosso objetivo é transformar a conformidade e a análise de dados em uma vantagem competitiva, e não em um custo fixo pesado”, conclui o CEO da Vaas.
Texto original: Publishideas