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Pesquisa mostra que empresas não conseguem implementar suas estratégias de negócios

Realizado junto a 45 empresas com faturamento acima de R$ 50 milhões, estudo mostra que camada gerencial e áreas operacionais não participam da formulação e da implementação dos planos de negócios A estratégia da maioria das empresas com operações no Brasil não está chegando aos gerentes e às áreas operacionais. Tanto a formulação das diretrizes quanto a implementação dos planos de negócios ficam, na maioria dos casos, restritas ao círculo de diretores, superintendência e presidência. Resultado: as organizações estão tendo dificuldades para tirar seu planejamento do papel. Essa é a principal conclusão de pesquisa realizada pela consultoria Symnetics - Business Transformation, especializada em projetos de Balanced Scorecard, em parceria com a empresa de pesquisas H2R.

O estudo levantou informações em 45 empresas cujo faturamento é superior a R$ 50 milhões/ano. Cerca de 64% das companhias investigadas registrou em 2001 faturamento superior a R$ 500 milhões e têm em seus quadros mais de 1000 funcionários.

Segundo o estudo, a formulação da estratégia é um dos pontos críticos do processo. Apenas 63% dos gerentes participam da definição de novos negócios e novos mercados a serem explorados pelas empresas, contra 87% de participação entre diretores. Quando o assunto é definição de investimentos, apenas 47% dos gerentes são envolvidos nas discussões corporativas contra 93% dos executivos que ocupam cargos de diretoria.

Na definição de metas, as camadas gerenciais e operacionais, que terão que dar conta do recado, em última instância, também não têm poder de fogo para apresentar sua visão ao alto comando. Apenas 56% dos gerentes têm alguma participação na definição de objetivos. Já os diretores participam dessa definição em 87% dos casos.

“A camada gerencial está espremida nas organizações. Embora não participem da formulação das estratégias, os gerentes têm que dar respostas aos escalões inferiores e têm que gerar os resultados definidos pela diretoria, acionistas e presidência” avalia Mathias Mangels, sócio diretor da Symnetics e um dos coordenadores do estudo. “Este modelo tende a entrar em colapso e as empresas não conseguem avançar na implantação de suas estratégias”, sintetiza o consultor.

Outro indicador preocupante levantado pela pesquisa revela um profundo desconhecimento da estratégia nas organizações. “O problema não se resume à participação nas definições. As empresas não estão informando com clareza a seus colaboradores qual a estratégia definida para a empresa”, diz Mangels. Segundo o levantamento, 40% dos gerentes entrevistados não souberam informar a estratégia da companhia a qual estão subordinados e 20% não souberam definir sequer a missão de suas empresas.

Quando se confronta os dados de quem participa da implementação e quem estará encarregado de executar os projetos, surgem outros indicadores que revelam a inconsistência na montagem dos planos de negócios. Cerca de 69% dos gerentes das empresas participam da implementação de novos produtos. Mas apenas 56% deles se envolvem na definição de prazos, 47% têm alguma influência na adequação de estrutura e apenas 50% deles estão envolvidos na definição de responsabilidades.

A liderança intermediária vive o problema de forma mais dramática. Cerca de 71% dos entrevistados, que ocupam posições de coordenação, abaixo das gerências, estão envolvidos diretamente com a implementação de novos produtos, mas apenas 47% deles influenciam na definição de prazos, somente 41% participam da definição de indicadores e apenas 24% deles contribuem para definição do quadro de responsabilidades. “A ordem vem de cima e esbarra na realidade de quem não foi ouvido no processo”, diz Mangels.

Áreas

A pesquisa também avaliou a participação das diferentes áreas na formulação e implementação da estratégia dentro das empresas. Segundo os dados da pesquisa, os departamentos de finanças, marketing e vendas estão amplamente envolvidos na formulação e implementação das estratégias de negócios.

Mas áreas críticas como logística, RH, pesquisa e informática participam do processo com baixo grau de envolvimento. A área de RH, por exemplo, se limita a comunicar a estratégia, mas não atua efetivamente para implementá-la. Apenas 36% dos entrevistados dizem que a área que cuida do capital humano das companhias é consultada na hora de se definir investimentos. E apenas 64% dizem que o RH participa da definição de iniciativas. “São índices muito baixos para uma área tão estratégica”, diz Mangels.A estratégia da maioria das empresas com operações no Brasil não está chegando aos gerentes e às áreas operacionais. Tanto a formulação das diretrizes quanto a implementação dos planos de negócios ficam, na maioria dos casos, restritas ao círculo de diretores, superintendência e presidência. Resultado: as organizações estão tendo dificuldades para tirar seu planejamento do papel. Essa é a principal conclusão de pesquisa realizada pela consultoria Symnetics - Business Transformation, especializada em projetos de Balanced Scorecard, em parceria com a empresa de pesquisas H2R.

O estudo levantou informações em 45 empresas cujo faturamento é superior a R$ 50 milhões/ano. Cerca de 64% das companhias investigadas registrou em 2001 faturamento superior a R$ 500 milhões e têm em seus quadros mais de 1000 funcionários.

Segundo o estudo, a formulação da estratégia é um dos pontos críticos do processo. Apenas 63% dos gerentes participam da definição de novos negócios e novos mercados a serem explorados pelas empresas, contra 87% de participação entre diretores. Quando o assunto é definição de investimentos, apenas 47% dos gerentes são envolvidos nas discussões corporativas contra 93% dos executivos que ocupam cargos de diretoria.

Na definição de metas, as camadas gerenciais e operacionais, que terão que dar conta do recado, em última instância, também não têm poder de fogo para apresentar sua visão ao alto comando. Apenas 56% dos gerentes têm alguma participação na definição de objetivos. Já os diretores participam dessa definição em 87% dos casos.

“A camada gerencial está espremida nas organizações. Embora não participem da formulação das estratégias, os gerentes têm que dar respostas aos escalões inferiores e têm que gerar os resultados definidos pela diretoria, acionistas e presidência” avalia Mathias Mangels, sócio diretor da Symnetics e um dos coordenadores do estudo. “Este modelo tende a entrar em colapso e as empresas não conseguem avançar na implantação de suas estratégias”, sintetiza o consultor.

Outro indicador preocupante levantado pela pesquisa revela um profundo desconhecimento da estratégia nas organizações. “O problema não se resume à participação nas definições. As empresas não estão informando com clareza a seus colaboradores qual a estratégia definida para a empresa”, diz Mangels. Segundo o levantamento, 40% dos gerentes entrevistados não souberam informar a estratégia da companhia a qual estão subordinados e 20% não souberam definir sequer a missão de suas empresas.

Quando se confronta os dados de quem participa da implementação e quem estará encarregado de executar os projetos, surgem outros indicadores que revelam a inconsistência na montagem dos planos de negócios. Cerca de 69% dos gerentes das empresas participam da implementação de novos produtos. Mas apenas 56% deles se envolvem na definição de prazos, 47% têm alguma influência na adequação de estrutura e apenas 50% deles estão envolvidos na definição de responsabilidades.

A liderança intermediária vive o problema de forma mais dramática. Cerca de 71% dos entrevistados, que ocupam posições de coordenação, abaixo das gerências, estão envolvidos diretamente com a implementação de novos produtos, mas apenas 47% deles influenciam na definição de prazos, somente 41% participam da definição de indicadores e apenas 24% deles contribuem para definição do quadro de responsabilidades. “A ordem vem de cima e esbarra na realidade de quem não foi ouvido no processo”, diz Mangels.

Áreas

A pesquisa também avaliou a participação das diferentes áreas na formulação e implementação da estratégia dentro das empresas. Segundo os dados da pesquisa, os departamentos de finanças, marketing e vendas estão amplamente envolvidos na formulação e implementação das estratégias de negócios.

Mas áreas críticas como logística, RH, pesquisa e informática participam do processo com baixo grau de envolvimento. A área de RH, por exemplo, se limita a comunicar a estratégia, mas não atua efetivamente para implementá-la. Apenas 36% dos entrevistados dizem que a área que cuida do capital humano das companhias é consultada na hora de se definir investimentos. E apenas 64% dizem que o RH participa da definição de iniciativas. “São índices muito baixos para uma área tão estratégica”, diz Mangels.

Em: 27/09/2006



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