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Notícias

IDC analisa as perspectivas do GSM no Brasil

A história da evolução do mercado brasileiro de serviços celulares mostra um momento crítico em 2002, com as operadoras em processo de consolidação. Tudo indica a tendência de formação de, no máximo, quatro grandes grupos atuando no Brasil, avalia o IDC

Com este movimento, surge também a questão da escolha do padrão tecnológico. As operadoras, em função das crises, do acirramento da concorrência e do não retorno dos investimentos, estão tendo de tomar suas decisões de evolução das redes de uma maneira mais realista. O padrão tecnológico de evolução a ser escolhido irá definir-lhes, praticamente, quais serão seus parceiros, onde poderão ou não oferecer roaming a seus usuários e quais serviços de valor adicionado irão apresentar daqui para frente.

Como o momento atual ainda não permite uma visualização completa e segura do jeito que ficará o mercado após a consolidação, a IDC Brasil, no estudo “GSM in Brazil: Regional Perspectives and Analysis”, buscou desenhar dois cenários evolutivos. Ambos levam em consideração a maturação do mercado, sua consolidação e estratégia por parte das operadoras em buscar a penetração máxima possível para os serviços celulares em cada uma das dez áreas divididas pela Anatel. 

Ainda para a elaboração deste estudo, a IDC baseou-se nas possíveis decisões estratégicas dos grupos dominantes no Brasil: Grupo Ibérico, TIM e Telecom Americas. De acordo com Vanessa Cabral, gerente de pesquisas das áreas de Telecom e Internet, estas empresas serão os principais balizadores da evolução tecnológica das redes celulares no Brasil nos próximos anos.

Cenário 1 – Optando pelo CDMA

Neste cenário, a IDC considerou a possibilidade do Grupo Ibérico manter o caminho de evolução do CDMA, influenciando as decisões de migração de algumas operadoras TDMA. Neste caso, os assinantes CDMA/1XRTT no Brasil passariam de 11,5 milhões em 2002 para cerca de 20 milhões em 2006.

Pontos favoráveis identificados:

·        Pode ser uma opção para operadoras TDMA que não possuem espectro em 1800/1900 MHz;

·        A evolução para 1x RTT não demanda mais espectro;

·        Equipamentos CDMA 1xRTT  em 800 MHZ já estão disponíveis;

·        A evolução neste padrão não exigirá grandes subsídios para os aparelhos, visto que haverá compatibilidade entre as diferentes gerações, portanto sem necessidade de troca em cada passo evolutivo;

·        A rede CDMA 1xRTT é otimizada para voz e dados. Isso significa que a operadora pode, inicialmente, explorar serviços de voz e, num segundo momento, acomodar os clientes de serviços de dados na mesma rede;

·        As redes CDMA 1xRTT também oferecem maiores velocidades de transmissão, podendo situar entre 60-80kbps, enquanto que o GPRS fica entre 25-30kbps.

Pontos Negativos:

·        Apesar dos custos de operação serem inferiores aos de uma rede GSM/GPRS, o custo inicial de implantação da rede CDMA 1xRTT pode ser até 20% mais cara do que a instalação do GPRS, quando considerados os elementos que constituem a rede;

·        Grande parte dos usuários na América Latina vai consumir serviços de voz, podendo não justificar os investimentos necessários neste upgrade;

·        Penetração no mercado mundial menor que o GSM. O CDMA possui cerca de 120 milhões de assinantes em um universo de 970 milhões de usuários celulares no mundo. Este fator impede que a tecnologia tenha as mesmas vantagens de escala do GSM (70% deste mercado);

·        Menor rede disponível para roaming (inbound e outbound) no País.

 

Cenário 2 – Domínio do GSM

Nesta segunda simulação, o Grupo Ibérico acaba optando por uma rede híbrida com CDMA e GSM. Neste cenário, os assinantes de serviços GSM/GPRS  no nosso país ultrapassam as demais tecnologias em 2006, quando vão totalizar cerca de 21 milhões de usuários contra 18 milhões de TDMA e quase 15 milhões de CDMA/CDMA1xRTT.

Pontos favoráveis:

·        Permite que as operadoras sejam beneficiadas pelo fator escala, já que o padrão GSM compreende mais de 70% do mercado mundial;

·        A escala também faz com que um maior número de aplicações e serviços estejam disponíveis ou em desenvolvimento, o que aumenta o leque de opções para as operadoras;

·        Solução GAIT já está desenvolvida e permitindo a interoperabilidade entre redes TDMA/GSM nos Estados Unidos, podendo ser reaproveitada na América Latina (com aparelhos para 800 MHz). Esta solução permitiria a migração gradual de TDMA para GSM, concentrando, inicialmente, o upgrade da rede nos grandes centros e depois expandindo para o restante da área de cobertura à medida que fosse necessária.

Pontos Negativos:

·        Atualmente, os equipamentos e aparelhos GSM estão disponíveis somente em 900/1800/1900 MHz, e não em 800 MHz, freqüência na qual opera a maioria das operadoras latino-americanas;

·        O desenvolvimento de aparelhos multimode-multiband (a solução GAIT pode ser uma alternativa) -- para permitir que usuários possam se deslocar dentro da área de cobertura sem problemas de roaming neste período de transição, tem um ponto importante: para que isso ocorra, o número de aparelhos e o tempo esperado de migração precisam ser suficientes para justificar o investimento por parte dos fabricantes de aparelhos celulares;

·        O GAIT ainda não está otimizado para serviços de dados, ficando a princípio com os serviços de voz.

Decidindo a tecnologia

Segundo Vanessa Cabral, a escolha do padrão de evolução da rede de cada operadora será em função direta da estratégia dominante/dominado. Para a IDC, está claro que, se o grupo Ibérico -- claramente um grupo “dominante” formado pela Telesp Celular/Telefônica Celular e Global Telecom e cujo padrão tecnológico atual é o CDMA, decidir migrar para GSM/GPRS, os dias da tecnologia CDMA no Brasil estarão contados.

“O sucesso das operadoras, em qualquer um dos cenários descritos, depende do desenvolvimento de estratégias distintas para atender mercados pré e pós-pagos, além de um dimensionamento realista das suas operações, onde as condições macroeconômicas de cada região específica sejam identificadas. Fora isso, ainda devem ter em conta a escalabilidade, que é um fator importantíssimo para permitir a adoção de preços mais baixos e promover o aumento da penetração do serviço no Brasil. Logo, a operadora precisa ter cobertura nacional e roaming”, diz a analista.

O estudo ainda acrescenta que o melhor timing de evolução das redes para 2,5G e 3G segue diretamente a demanda corporativa de cada região. “Não frustre o mercado ao oferecer novos serviços que ainda não possuem níveis de qualidade suficientes -- QoS e SLAs”, aconselha Vanessa.

Outra consideração que as operadoras e investidores devem ter é em relação a quanto o mercado brasileiro comportaria em termos de usuários. De acordo com a IDC, em um ambiente de evolução contínua, haveria espaço para uma penetração média de 32% deste serviço, ou seja, um mercado potencial de usuários celulares em torno dos 54 milhões de assinantes.

Isto reflete diretamente a realidade macroeconômica de cada uma das dez regiões do país. Em estados como São Paulo (Áreas 1 e 2) e Minas Gerais (Área 4), por exemplo, o mercado potencial é bem maior do que em regiões menos favorecidas, como Amazonas ou Pará (ambos Área 8).

Neste cenário, é importante ressaltar que grande parte dos usuários que ainda pode ser conquistada pertence ao perfil pré-pago, demandando revisão de preços das tarifas de voz e outros serviços.

Estas são oportunidades para as operadoras que estão chegando com a tecnologia GSM que, teoricamente, prometem oferecer serviços e aparelhos mais baratos.

Com este movimento, surge também a questão da escolha do padrão tecnológico. As operadoras, em função das crises, do acirramento da concorrência e do não retorno dos investimentos, estão tendo de tomar suas decisões de evolução das redes de uma maneira mais realista. O padrão tecnológico de evolução a ser escolhido irá definir-lhes, praticamente, quais serão seus parceiros, onde poderão ou não oferecer roaming a seus usuários e quais serviços de valor adicionado irão apresentar daqui para frente.

Como o momento atual ainda não permite uma visualização completa e segura do jeito que ficará o mercado após a consolidação, a IDC Brasil, no estudo “GSM in Brazil: Regional Perspectives and Analysis”, buscou desenhar dois cenários evolutivos. Ambos levam em consideração a maturação do mercado, sua consolidação e estratégia por parte das operadoras em buscar a penetração máxima possível para os serviços celulares em cada uma das dez áreas divididas pela Anatel. 

Ainda para a elaboração deste estudo, a IDC baseou-se nas possíveis decisões estratégicas dos grupos dominantes no Brasil: Grupo Ibérico, TIM e Telecom Americas. De acordo com Vanessa Cabral, gerente de pesquisas das áreas de Telecom e Internet, estas empresas serão os principais balizadores da evolução tecnológica das redes celulares no Brasil nos próximos anos.

Cenário 1 – Optando pelo CDMA

Neste cenário, a IDC considerou a possibilidade do Grupo Ibérico manter o caminho de evolução do CDMA, influenciando as decisões de migração de algumas operadoras TDMA. Neste caso, os assinantes CDMA/1XRTT no Brasil passariam de 11,5 milhões em 2002 para cerca de 20 milhões em 2006.

Pontos favoráveis identificados:

·        Pode ser uma opção para operadoras TDMA que não possuem espectro em 1800/1900 MHz;

·        A evolução para 1x RTT não demanda mais espectro;

·        Equipamentos CDMA 1xRTT  em 800 MHZ já estão disponíveis;

·        A evolução neste padrão não exigirá grandes subsídios para os aparelhos, visto que haverá compatibilidade entre as diferentes gerações, portanto sem necessidade de troca em cada passo evolutivo;

·        A rede CDMA 1xRTT é otimizada para voz e dados. Isso significa que a operadora pode, inicialmente, explorar serviços de voz e, num segundo momento, acomodar os clientes de serviços de dados na mesma rede;

·        As redes CDMA 1xRTT também oferecem maiores velocidades de transmissão, podendo situar entre 60-80kbps, enquanto que o GPRS fica entre 25-30kbps.

Pontos Negativos:

·        Apesar dos custos de operação serem inferiores aos de uma rede GSM/GPRS, o custo inicial de implantação da rede CDMA 1xRTT pode ser até 20% mais cara do que a instalação do GPRS, quando considerados os elementos que constituem a rede;

·        Grande parte dos usuários na América Latina vai consumir serviços de voz, podendo não justificar os investimentos necessários neste upgrade;

·        Penetração no mercado mundial menor que o GSM. O CDMA possui cerca de 120 milhões de assinantes em um universo de 970 milhões de usuários celulares no mundo. Este fator impede que a tecnologia tenha as mesmas vantagens de escala do GSM (70% deste mercado);

·        Menor rede disponível para roaming (inbound e outbound) no País.

 

Cenário 2 – Domínio do GSM

Nesta segunda simulação, o Grupo Ibérico acaba optando por uma rede híbrida com CDMA e GSM. Neste cenário, os assinantes de serviços GSM/GPRS  no nosso país ultrapassam as demais tecnologias em 2006, quando vão totalizar cerca de 21 milhões de usuários contra 18 milhões de TDMA e quase 15 milhões de CDMA/CDMA1xRTT.

Pontos favoráveis:

·        Permite que as operadoras sejam beneficiadas pelo fator escala, já que o padrão GSM compreende mais de 70% do mercado mundial;

·        A escala também faz com que um maior número de aplicações e serviços estejam disponíveis ou em desenvolvimento, o que aumenta o leque de opções para as operadoras;

·        Solução GAIT já está desenvolvida e permitindo a interoperabilidade entre redes TDMA/GSM nos Estados Unidos, podendo ser reaproveitada na América Latina (com aparelhos para 800 MHz). Esta solução permitiria a migração gradual de TDMA para GSM, concentrando, inicialmente, o upgrade da rede nos grandes centros e depois expandindo para o restante da área de cobertura à medida que fosse necessária.

Pontos Negativos:

·        Atualmente, os equipamentos e aparelhos GSM estão disponíveis somente em 900/1800/1900 MHz, e não em 800 MHz, freqüência na qual opera a maioria das operadoras latino-americanas;

·        O desenvolvimento de aparelhos multimode-multiband (a solução GAIT pode ser uma alternativa) -- para permitir que usuários possam se deslocar dentro da área de cobertura sem problemas de roaming neste período de transição, tem um ponto importante: para que isso ocorra, o número de aparelhos e o tempo esperado de migração precisam ser suficientes para justificar o investimento por parte dos fabricantes de aparelhos celulares;

·        O GAIT ainda não está otimizado para serviços de dados, ficando a princípio com os serviços de voz.

Decidindo a tecnologia

Segundo Vanessa Cabral, a escolha do padrão de evolução da rede de cada operadora será em função direta da estratégia dominante/dominado. Para a IDC, está claro que, se o grupo Ibérico -- claramente um grupo “dominante” formado pela Telesp Celular/Telefônica Celular e Global Telecom e cujo padrão tecnológico atual é o CDMA, decidir migrar para GSM/GPRS, os dias da tecnologia CDMA no Brasil estarão contados.

“O sucesso das operadoras, em qualquer um dos cenários descritos, depende do desenvolvimento de estratégias distintas para atender mercados pré e pós-pagos, além de um dimensionamento realista das suas operações, onde as condições macroeconômicas de cada região específica sejam identificadas. Fora isso, ainda devem ter em conta a escalabilidade, que é um fator importantíssimo para permitir a adoção de preços mais baixos e promover o aumento da penetração do serviço no Brasil. Logo, a operadora precisa ter cobertura nacional e roaming”, diz a analista.

O estudo ainda acrescenta que o melhor timing de evolução das redes para 2,5G e 3G segue diretamente a demanda corporativa de cada região. “Não frustre o mercado ao oferecer novos serviços que ainda não possuem níveis de qualidade suficientes -- QoS e SLAs”, aconselha Vanessa.

Outra consideração que as operadoras e investidores devem ter é em relação a quanto o mercado brasileiro comportaria em termos de usuários. De acordo com a IDC, em um ambiente de evolução contínua, haveria espaço para uma penetração média de 32% deste serviço, ou seja, um mercado potencial de usuários celulares em torno dos 54 milhões de assinantes.

Isto reflete diretamente a realidade macroeconômica de cada uma das dez regiões do país. Em estados como São Paulo (Áreas 1 e 2) e Minas Gerais (Área 4), por exemplo, o mercado potencial é bem maior do que em regiões menos favorecidas, como Amazonas ou Pará (ambos Área 8).

Neste cenário, é importante ressaltar que grande parte dos usuários que ainda pode ser conquistada pertence ao perfil pré-pago, demandando revisão de preços das tarifas de voz e outros serviços.

Estas são oportunidades para as operadoras que estão chegando com a tecnologia GSM que, teoricamente, prometem oferecer serviços e aparelhos mais baratos.

Em: 27/09/2006



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