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Artigo 1.695 - Aperte os cintos: sua profissão vai sumir, por Eduardo Zugaib
Eduardo Zugaib

Vinte anos atrás eu terminava a faculdade de comunicação e iniciava no meu primeiro trabalho na área, conseguindo uma vaga no principal jornal da minha cidade. A informática aos poucos tomava conta das empresas e o setor de comunicação, pela agilidade exigida pelo negócio, incorporava com mais velocidade os recursos tecnológicos que viessem facilitar a vida de quem nele trabalhava. A promessa era basicamente essa: turnos de trabalho mais humanos e uma sonhada volta mais cedo para casa.

Eu acabara de completar um curso de editoração eletrônica, aprendendo um pouco do software que era a então referência: o Aldus Pagemaker. Também havia aprendido, aos trancos e barrancos do autodidatismo, um software de ilustração, o Corel Draw, na época em sua versão 3.0. E foram exatamente essas duas competências que, naquele ano, garantiram minha primeira experiência profissional.

Dia da entrevista. Perguntei ao futuro chefe se outros currículos haviam chegado, em resposta ao anúncio publicado nos classificados do próprio jornal durante algumas semanas.

- Fora o seu? Ah, recebemos o de uma arquiteta que ‘mexe’ com 3D. Mas você tem nossa preferência, porque além das ferramentas, também está estudando publicidade e propaganda.

Como o trabalho consistia na criação, redação e diagramação de anúncios para o próprio jornal, fui contratado, passando a trabalhar na segunda-feira seguinte a essa conversa.

Pausa. Vamos dar um pulo em 2014.

Matéria da BBC Brasil publicada neste início de ano aborda pesquisa da Universidade de Oxford, que aponta quais as profissões com maior risco de desaparecerem devido aos avanços da tecnologia. No estudo, foram avaliadas 702 profissões, retiradas de uma classificação americana. Entre as que possuem grandes chances de serem afetadas nos países de primeiro mundo estão as profissões com baixa qualificação, que ainda são a grande realidade de países pobres ou emergentes, os quais exportam, entre outros "commodities", a mão-de-obra barata.

Salvam-se por enquanto, do assustador prognóstico, profissões que requerem habilidades sociais que não puderam – até agora - ser informatizadas. Entre elas estão a capacidade de perceber a reação das pessoas e entender suas causas, de negociar, reconciliar e persuadir, e de cuidar dos outros, dando suporte emocional e médico. Guarde essa informação com você por enquanto e vamos voltar vinte anos novamente no tempo.

A minha contratação pelo jornal era apenas uma das pontas de uma movimentação muito maior que ocorria ali. O período que lá permaneci coincidiu praticamente com o período da desativação das funções de revisor de textos e de fotocompositor, atividades que iriam ser informatizadas e que, justamente por isso, demandariam na demissão de algo entre quinze e vinte profissionais. A revisão passaria a ser feita diretamente pelo jornalista, com o apoio de ferramentas digitais. A diagramação, por sua vez, deixaria de ser produzida nas fotocompositoras e passaria a ser feita diretamente na página do jornal, por profissionais que dominavam as então novas ferramentas. Na cadeia que envolvia esse processo, também seriam extintas as funções de montador (past-up) e de operador de fotolito. Em resumo: vivíamos o exato momento da extinção de profissões que, durante décadas, pareciam à margem de qualquer perigo. A transição foi programada para acontecer durante algumas semanas, sendo que ao final de cada uma delas dois ou três profissionais eram desligados da empresa. Em todos, a mesma testa franzida e muitos quilos de preocupação: O que farei agora? O que vai ser da minha vida?

De volta para o ‘futuro’, ao hoje, proponho o seguinte questionamento: Você já parou para pensar o quando sua profissão tem de sobrevida? Estar atento aos fatores macroambientais que a afetam é fundamental para que você saiba e possa se programar a cada ciclo – seja ele tecnológico, cultural ou ambiental - quais serão as competências exigidas.

O estudo da BBC mostra que as habilidades interpessoais estão, mais do que nunca, na ordem do dia, colocando-nos em um ponto sem volta da já tão falada Inteligência Emocional. Isso já é levado em consideração nas entrevistas e processos de seleção em que, por terem os candidatos um perfil técnico muito parecido, acabam sendo contratados aqueles que também trazem na bagagem habilidades como comunicação, liderança, visão holística, resiliência, entre outras. Regra válida também para a organização que, em meio a alguma crise, se vê obrigada a demitir.

Pense em dois profissionais de TI, área hoje em alta, com uma competência técnica parecida, porém um possui um perfil de ‘dono da bola’ e desagregador e outro é hands-on, resolvedor e conquista o entorno de forma natural, aparecendo sempre como parte da solução, não do problema. A resposta é óbvia.

Chegamos à conclusão que, por mais atual e confortável que você se sinta em relação ao que você faz, à forma que isso tem e à dinâmica de condução do seu dia-a-dia, sempre há um mundo lá fora que não para de evoluir e de tentar encontrar substitutos tecnológicos, cada vez em maior velocidade. Estar atento à leitura dos cenários, às tendências de cada profissão e as competências exigidas torna-se, por si só, uma competência capaz de definir os passos a serem dados dentro da mudança, conduzindo-nos de forma consciente através dela: a adaptabilidade.

Cedo ou tarde será preciso renovar, dentro de sua própria área, ou inovar, buscando caminhos e tendências onde sua experiência profissional faça sentido. É preciso estar atento não apenas ao que fazemos, mas também em quê nos transformamos ao final de cada período, para não corrermos o risco de sermos especialistas em ferramentas ou habilidades que um dia, no passado, fizeram sentido. Como sabido, o sucesso do passado não garante o sucesso do presente, muito menos presença no futuro. Regra cruel, porém sempre válida, para profissionais e empresas.

Publicado em: 12/02/2014

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