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Por um pouco de coerência no nosso mercado de marketing digital
Roberta Raduan

2011, ano novo, vida nova, retomando as mesmas velhas e importantes discussões que ficaram em aberto no ano passado. Como a questão da "tabela referencial" de valores de produção web e social media, divulgada em dezembro pela APADI.

A louvável iniciativa de consolidar uma tabela que norteie o setor se perdeu no meio de críticas, elogios, comentários e questionamentos.

Aquilo que visava proteger seus associados, na minha visão, serviu para expor a fragilidade de um setor em consolidação e que precisa estabelecer parâmetros comerciais e diferenciação para o mercado, entre os diversos tipos de players que oferecem serviços digitais.

Li, na medida do possível, críticas e defesas a esse trabalho e acho que, mais uma vez, acabamos prestando um desserviço ao mercado, aos anunciantes. Criticamos preços e critérios, mas não expusemos o porquê disso. Daí a retomada do tema neste artigo.

Pessoalmente não concordo com os valores da tabela apresentada. Não concordo também com o termo "a partir de". E não concordo com as descrições dos tipos de job apresentados. Resumindo: não concordo com nada, apenas com a iniciativa.

E explico meu ponto de vista:

O termo "a partir de" faz com que a tabela já nasça insegura, sabendo que não vai atender às diversas realidades de mercado e necessidades de projetos. Em vez de propor um "range" de valores, nivela por baixo e se defende atrás do "a partir de".

Sobre os "valores", eles são baseados em hora/homem.

Em junho de 2010, a Abradi divulgou uma, não menos controversa, pesquisa de salários. A partir dessa pesquisa, fica fácil explicar para anunciantes e clientes o porquê de tamanha divergência em custos e de tanta discussão ao redor do tema.

A referida tabela diz, por exemplo, que um redator sênior tem um salário que varia de R$ 2.000,00 a R$ 9.000,00! Difícil imaginar que um profissional com a

mesma capacitação possa ter salários tão díspares em 2 empresas parecidas, certo? E as possíveis explicações para tal discrepância:

a) os profissionais não têm a mesma capacitação e qualificação;

b) as empresas não têm porte e oferta de serviços compatíveis e, portanto, não usam o mesmo tipo de profissional com o mesmo job description e a mesma capacitação;

c) uma das empresas está fora da realidade e paga um monte de dinheiro para um profissional que, talvez, valha R$ 2.000,00.

Outro exemplo tirado da mesma tabela: Diretor de Arte Sênior, salário de R$ 2.000,00 a R$ 12.000,00! E chama ainda mais atenção o fato de essa mesma tabela apresentar o salário de um Diretor de Arte Júnior com salário variando entre R$ 1.000,00 e R$ 2.500,00. Isso mostra total falta de estrutura de cargos e job description por trás da pesquisa.

Falta de metodologia? Acho que sim, mas sobretudo me parece que estamos comparando realidades bastante distintas de perfis de empresas analisadas.

Fiz uma pesquisa paralela entre colegas, amigos e concorrentes diretos da SINC (ou seja, agências que considero ter uma entrega condizente com a nossa) e não consegui achar nenhum diretor de arte sênior por R$ 2.000,00.

De qualquer forma, se a tabela de salário admite tal discrepância, a tabela de preços deveria no mínimo seguir o mesmo critério e refletir esse delta.

É bastante claro que o custo de desenvolvimento e planejamento de projetos web está diretamente ligado ao custo da equipe que o executa. Pessoas são o insumo básico de nossa produção, não o único custo, mas o mais pesado componente na composição do valor de hora/homem . Logo, fica fácil entender o porquê de tanta diferença de custos no mercado.

Enfim, estamos falando de uma questão delicada e bastante séria. A ideia de se propor uma tabela referencial é mais do que louvável e necessária, mas se uma tabela tem pretensões de ser referencial para um mercado como um todo, deve partir de princípios mais abrangentes e que melhor retratem a realidade do nosso mercado, tomando o cuidado para não representar apenas a realidade de um grupo específico de empresas.

Publicado em: 27/01/2011

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